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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Um sabor para recordar



Determinados cheiros têm o poder de nos transportar. Quem não tem guardado na lembrança o aroma e o sabor daquele bolo, da sopinha, ou daquelas merendinhas gostosas preparadas pelas nossas mães e avós? Ou daqueles momentos em que nada mais tínhamos que nos preocupar, a não ser em descobrir, com surpresa, o que nossa mãe havia colocado em nossa lancheira, ou o que seria servido na hora do lanche ou nos almoços familiares dos domingos.

Ou mesmo aqueles momentos quando, confinados dentro de casa sem poder sair para brincar, esperávamos que sarassem as “potocas” da catapora ou de quaisquer daquelas enfermidades comuns na infância, ou ainda as conseqüências de uma catastrófica queda de bicicleta cicatrizassem, e nossos tios e tias nos mimavam com guloseimas e toda a sorte de bobagens.

A afetividade ligada as nossas vivências, positivas ou negativas, muitas vezes acabam por determinar nossa predileção por determinados alimentos ou mesmo todo o nosso comportamento alimentar e, se não, pelo menos se manifestam naquele “dia-de-cão” em que você implora por um sundae com muita calda de chocolate.

Esse, no entanto, é apenas um dos lados da moeda. Um distúrbio alimentar similar à bulimia e anorexia que se caracteriza pela antipatia por certos grupos de alimentos, geralmente vegetais, frutas, alimentos desconhecidos ou temperos fortes vem sendo alvo de novos estudos e pesquisas. As pessoas geralmente caracterizadas como “chatas para comer” possuem, na verdade, o chamado “paladar infantil”.


Enquanto a grande maioria dos adultos sente prazer na experiência gastronômica diferenciada, os “chatos para comer” têm medo de encontrar no prato “algo intolerável”. Esse distúrbio se mostra mais cruel quando esse distúrbio afeta a vida social da pessoa, que passa a evitar situações apenas para não ter contato com o alimento indesejado.

Alguns casos extremos demonstram sinais de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): pessoas que consomem apenas comidas de uma determinada cor (só se alimentam de pães, queijos e massas, por exemplo); pessoas com aversão a alimentos verdes (rejeitam todas as folhas e até mesmo limões); e pessoas que retiram completamente de seus cardápios alguns alimentos fundamentais para o bom funcionamento do organismo, como frutas. O mais importante é descobrir se realmente existe um problema e reconhecê-lo.

Mas, se este não for o seu caso e se você apenas não tinha parado para pensar no significado do “comer” ou do “não-comer” e agora tem procurado uma alimentação que se encaixe nesse novo estilo de pensar e sentir sua alimentação, aqui vai mais um alimento que deve fazer parte de seu prato.

A memória é uma função que podemos ajudar a preservar com a ajuda dos alimentos, afinal, queremos que aquelas gostosas lembranças de nossa infância sejam mantidas bem vivas em nossa lembrança.


Berinjela:

A tonalidade de sua casca deve-se à presença de antocianinas, proantocianinas e flavonóides. As duas primeiras substâncias inibem a produção de radicais livres e os flavonóides apresentam propriedades antioxidantes. Sendo assim, recomenda-se que esta seja consumida com as cascas.

As investigações sobre a berinjela têm incidido sobre um fitonutriente encontrado na pele de berinjela chamado nasunin. Nasunin é um antioxidante potente e com grande proteção contra radicais livres, comprovado para proteger as membranas celulares contra danos. Em estudos com animais, nasunin evidenciou capacidade de proteção dos lipídios (gorduras) nas membranas celulares do cérebro.

Quibe de Berinjela


300 g de trigo para quibe
3 berinjelas médias
700 ml de água
1 cebola
2 dentes de alho
1/2 maço de hortelã
1 pitada de pimenta síria
sal a gosto

Recheio:
1 colher, das de sopa, bem cheia de manteiga
200 g de muçarela ralada na parte grossa do ralador
1 tomate maduro em cubinhos
80 g de azeitonas verdes sem caroços
azeite

Lave muito bem o trigo, coloque de molho em 500 ml de água morna e deixe descansar por 1 hora. Após esse tempo, escorra o trigo em uma peneira e aperte bem com as mãos para tirar o excesso de água.
Descasque e pique as berinjelas em pedaços médios. Leve ao fogo com 200 ml de água e 1 pitada de sal. Cozinhe até ficar macia, escorra e aperte bem para tirar o excesso de água.
Bata a berinjela, a cebola, o alho e o hortelã no liquidificador até virar uma pasta.
Junte essa pasta de berinjela ao trigo e tempere com sal, pimenta síria e manteiga. Misture bem.Unte um refratário com manteiga e coloque a metade do quibe. Recheie com a muçarela, os tomates e a azeitona e regue com bastante azeite.Cubra com a porção restante do quibe, faça marcas com a faca, regue com azeite e leve ao forno pré-aquecido (200 graus) por meia hora ou até dourar.

Alimento para a alma:

"Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios" Salmo 103:2


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Cachorro-quente com abacate



Existe uma confusão entre paladar e sabor. Nosso paladar é uma sensação química percebida pelas células receptoras especializadas, sabor é uma fusão de várias sensações. Para sentir o sabor, o cerebro interpreta não apenas os estímulos gustativos (paladar), mas também os estímulos olfativos (olfato) e as sensações térmicas e táteis, ou seja, temperaturas e texturas.

O teste da sensação também é uma ciência subjetiva, pois talvez o paladar seja o mais subjetivo das sensações. Algumas pessoas têm traços genéticos hereditários que fazem certas comidas terem um gosto desagradável. Outras, chamadas “superprovadoras”, possuem concentrações anormalmente altas de receptores gustativos. Devido ao seu paladar elevado, uma comida sem graça e sem gosto acaba se tornando saborosa. E, como todos sabemos, cada pessoa tem um paladar diferente: nem todos apreciam os mesmos sabores...

Nossa resposta aos sabores que também tem uma determinação genética e o gosto pelo consumo de açúcar, que juntamente à outros fatores vem criando problemas de obesidade em países desenvolvidos, é uma herança da dificuldade que nossos ancestrais tinham de encontrar alimentos ricos em glucose no passado remoto da humanidade e que foi sendo determinado historicamente através de cada sociedade, com suas diferentes culturas.

Uma das mais embaraçosas experiências que vivi, foi quando provei sushi pela primeira vez. Havia sido convidada a almoçar com una amigos e me deparei com aquela linda bancada com os mais lindo e delicados rolinhos da culinária japonesa. Coloquei com muita vontade um daquelas coisinhas coloridas na boca e tive que me conter para não vomitar ali, na presença de todos. Graças a Deus existe a coca-cola light! No entanto, o que realmente quero contar, é que apesar deste triste começo, hoje sou a maior apreciadora de sushi e de toda sorte de comida exótica do planeta. Minhas filhas também entraram na onda, e sair para comer sushi é um de nossos programas gastronômicos preferidos.

Ah, mas você vai dizer que sushi todo mundo come, que é moda e tudo mais. Mas quem de nós não torceria o nariz quando alguém lhe oferecesse colocar abacate no seu cachorro quente? Em alguns lugares, como o Chile, por exemplo, essa seria a iguaria mais apreciada.

Assim, antes de se recusar a experimentar, lembre-se que precisamos educar nosso paladar. Talvez você não se torne fã do abacate em seu cachorro quente, mas abrindo-se para o novo você poderá desfrutar de coisas deliciosas na vida, e olha que eu não estou me referindo simplesmente à mesa. Viver novas experiências, inclusive algumas um tanto amargas, faz parte da vida, e no final prevalece aquela famosa frase, o que não mata, engorda! Creio que a pergunta seria, qual é verdadeiro motivo ou medo que muitas vezes nos deixa paralisados, inertes ou simplesmente estagnados na nossa zona de conforto. Para que começar um novo relacionamento? Por que me arriscar a mudar de emprego? Ou começar um novo estilo de vida que vai mudar minha relação com a comida e até com o meu corpo?

Ah, e dizem que para que realmente afirmemos que não gostamos de determinado alimento, precisamos experimentá-lo pelos menos 15 vezes. Portanto, depois de sua 15ª. tentativa, e se realmente você não gostou do “guacamole” (não especificamente em seu cachorro quente: pode ser degustado também em saladas, torradas, nachos, pão integral, etc) me avise, que posso te mandar a receita de kibe de beringela!

Bom apetite !

O alimento

Abacate: ele leva a injusta fama de ser uma fruta que engorda. De fato é rico em gorduras, mas é gordura da boa, chamada monoinsaturada, que regula as taxas de colesterol e afasta o risco de doenças cardiovasculares. Consumido na medida certa, suas calorias contam menos que seus benefícios..

Rico em vitamina C, vitamina B6, magnésio e ferro, a fruta também aumenta a sensação de bem-estar, reduzindo a ansiedade e fazendo com que você evite beliscar guloseimas açucaradas. Ainda é rico em triptofano, um aminoácido precursor da serotonina e presente nas vitaminas do complexo B, principalmente, na vitamina B6.

Minha receita:


Guacamole:

· 2 tomates médios sem sementes

· • sal a gosto

· • 3 colheres (sopa) de azeite de oliva

· • 1 cebola média picada

· • suco de 1

limão médio

· • 1 abacate médio

· • folhas de 1/2 maço médio de coentro

· • 1 pimenta dedo-de-moça


Minha sugestão: Completo (cachorro quente a moda chilena)

Alem do tradicional pão com salsicha, ele leva:

- guacamole, numa versão mais simplificada, feita apenas de abacate, sal e limão)

- tomates picadinhos (tipo vinagrete)

- repolho (cortado fininho, cozido com água, sal e um pouco de vinagre)

- maionese, catchup, mostarda e molho de pimenta a gosto

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Você é o que você come? ou Você tem fome de que?




Dizem por aí : "você é o que você come", mas poucos fazem a ligação do que somos com o colocamos no prato. Ainda bem, pois somos seres muito mais complexos do que o que diz essa simples proposição. Eu diria que também somos o que comemos. Se nossa mente é tão parte do que somos como nosso corpo, é claro que o que comemos não afeta somente a saúde física, mas também a mental. Lógico que uma alimentação equilibrada sozinha não é a respostas para melhorar o humor ou curar distúrbios emocionais. Mas de vilã, a comida pode passar a ser nossa aliada, basta compreender qual olhar estamos atribuindo a ela. Mudar nossa relação com a comida pode ser um simples passo para alguns, mas para outros nem tanto, pois envolve mudança, e mudança nem sempre é uma coisa simples.

Assim, antes de pensar em radicalismos e dietas malucas, vamos pensar um pouquinho sobre o que realmente necessitamos. Para que o cérebro se comunique com o corpo, são precisos neurotransmissores para conduzir as ordens do cérebro, ou seja, os impulsos elétricos. Você já conhece alguns neurotransmissores, como a dopamina, endorfina, glutamina e serotonina. Nosso corpo precisa dessas substâncias, e para isso usa enzimas, aminoácidos, minerais, proteínas e carboidratos dos alimentos que ingerimos.

Um erro da dieta que desencadeia um humor duvidoso é permitir que as taxas de açúcar - ou índice glicêmico - flutuem durante o dia. Pular refeições pode fazer com que o açúcar no sangue baixe demais, enquanto que comer alimentos ricos em amido, doces ou carboidratos simples, como pão e massas brancas (não integrais), pode fazer o açúcar subir demais. Isso acaba mexendo com o humor, causando irritação, dificuldade de concentração e tristeza. O desejo por carboidratos, por exemplo, pode ser uma tentativa do organismo automedicar-se contra a depressão, já que eles aumentam os níveis de serotonina, o neurotransmissor responsável pelo sono, apetite e por sensações como o otimismo, o prazer e o bem-estar. É por isso que as dietas de emagrecimento que eliminam os carboidratos do cardápio emagrecem, mas pioram o humor.
O corpo se enche quando achamos que a vida está fazia. Freud nos mostrou que o corpo fala, que representa algo através de seus sintomas e que, através deles, um desejo não satisfeito se faz ouvir. É o vazio representacional que precisa ser preenchido.
Dessa forma, antes de atacar a geladeira, simplesmente pergunte: To com fome de quê? Ah... e não se esqueça de dar-se um tempo para ouvir a resposta.

É, meus queridos, o jeito é buscar equilíbrio. Como?

  • Mantenha seus níveis de açúcar no sangue equilibrados comendo menos mais vezes ao dia. Não pule refeições, especialmente o café da manhã;
  • Não siga nenhuma dieta de emagrecimento milagrosa, absurda, ou que corte um grupo inteiro de alimentos, como carboidratos ou proteínas. Nós precisamos ingerir todos os grupos, inclusive gordura, que ajuda a manter o cérebro funcionando e nosso humor em alta (mas certifique-se que seja uma gordura saudável, como o azeite e óleos vegetais);
  • Faça das frutas e vegetais a parte central de sua dieta. Eles são ricos em vitaminas C, B6 e B12, assim como magnésio, ácido fólico e zinco; a falta desses elementos causa deficiência de serotonina no corpo;
  • Cuidado: embora possam até provocar uma sensação de euforia e excitação (temporária), excesso de cafeína, açúcar e álcool detonam o equilíbrio emocional.
  • E finalmente, mas não em menor grau de importância, conheça a sua fome, conheça-se! O chamado "centro do prazer", que nos estimula a assumir o alimento, e o "centro da satisfação" que nos devolve a sensação de plenitude, estão situadas nas áreas límbicas do cérebro, onde se encontra o complexo mundo dos afetos e das emoções é por esse motivo que a nutrição alimentar e a nutrição afetiva facilmente se confundem e, ao invés de buscarmos a satisfação daquilo que realmente nos afeta, percorremos o caminho mais rápido, que geralmente nos leva ao refrigerador, ao McDonald's ou à pizzaria mais próximos.

  • Aveia

    Dentre os seus benefícios podemos citar:
    • Reforça o sistema imunológico e combate infecções
    • Melhora o funcionamento do intestino
    • Controla a quantidade de açúcar no sangue
    • Diminui o colesterol ruim
    • Controla a pressão arterial
    • Acalma os nervos e melhora a concentração e o esgotamento mental
    • Ajuda acalmar e suavizar a pele em casos de eczemas, dermatites atópicas e urticária.
    • Ajuda a facilitar a digestão
    Para fazer, degustar e compartilhar

    Sei que falar é fácil, mas sinceramente sempre busquei incorporar alimentos saudáveis na mesa de minha família. O lanche da tarde ou a merenda do colégio sempre foram os maiores desafios.
    A receita que vou compartilhar com vocês , chegou a nossa família, ensinada por minha sogra brasileira (longa história), vovó Tatá (Dorcas); é o biscoito de aveia que as minhas filhas sempre amaram, se bem que devo confessar que minha filha Hadassa, ou a Bibi como chamamos aqui em casa (outra longa história) preferia mesmo um belo pacote de Trakinas recheada!

    Biscoitos de Aveia

    Ingredientes:

    2 ovos
    1 xícara de açúcar
    2 xícaras de farinha de trigo
    2 colheres de manteiga
    1 colher de sopa de fermento em pó
    1 pitada de sal
    2 xícaras de aveia em flocos grossos
    6 colheres de glicose de milho ( Karo) ou mel
    Opcional: uvas passas, nozes ou gotas de chocolate meio-amargo

    Preparo:

    Em um recipiente junte os ovos, o açúcar, a manteiga. Acrescente aos poucos a farinha de trigo, juntamente com o sal e o fermento. Misture até obter uma massa como a de um bolo. Depois junte a aveia e o Karo e, como opcional, acrescente uvas passas, nozes ou castanhas ou gostas de chocolate, como preferir.
    Em um forma untada e enfarinhada, com o auxílio de uma colher, faça montinhos de massa, deixando distância entre eles.
    Leve ao forno pré-aquecido por aproximadamente 15 minutos, ou até que estejam ligeiramente dourados.

    Desfrutem!

    Alimento para a alma:

    "Então Jesus disse aos seus discípulos: -É por isso que eu digo a vocês: Não se preocupem com a comida que precisam para viverem nem com a roupa que precisam para se vestirem.

    Pois a vida é mais importante do que a comida, e o corpo é mais importante do que as roupas…

    Vejam como crescem as flores do campo: Elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como uma dessas flores.

    É Deus quem veste a erva do campo, que hoje está aqui e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena!’

    Mateus 5:22-24 e 27 e 28


    terça-feira, 10 de maio de 2011

    Tudo começa pela boca

    Desde o nascimento, nosso desenvolvimento não ocorre de uma forma uniforme e regular, mas está ligado às muitas vivencias que influem em nossa formação e são repletas de significado nas várias fases da primeira infância.

    A primeira fase do desenvolvimento infantil é a fase oral, que ocorre desde o nascimento até os 18 meses, podendo estender-se até os 2 anos em alguns casos. Como bebês, nos desenvolvemos psíquica e nutricionalmente. A boca é a primeira parte do nosso corpo com que percebemos e aprendemos a controlar, tornando-se fonte de prazer e redução de tensão. Nossas necessidades primárias são fome e sede, mas durante a amamentação recebemos, além do alimento, o afeto transmitido por nossa mãe. É por meio da relação mãe-bebê que desenvolvemos as primeiras percepções. A percepção afetiva é predominante em nossa experiência como recém nascidos porque e aí que começamos a desenvolver a capacidade de percepção de nos mesmos e do outro.

    Estudos têm mostrado que o aleitamento materno pode aumentar a oportunidade de conhecimento e intimidade entre mãe e filho, e que a estimulação tátil durante o aleitamento é um componente essencial para a interação da díade mãe-bebê. O contato físico entre a mãe e o bebê durante a amamentação é fundamental para o aprendizado do bebê sobre a sua mãe, assim como para a construção de um relacionamento íntimo entre eles. Mães que amamentam ao peito relatam que a cada amamentação têm uma renovada sensação de proximidade, calor e amor, aumentando a ligação com o seu bebê.

    A troca de olhares entre mãe-bebê também é uma das modalidades interativas essenciais desde os primeiros dias de vida do bebê.Aproximadamente aos dois ou três meses de vida, o bebê busca o olhar mútuo mais avidamente do que em outras etapas do desenvolvimento. O bebe começa a sorrir e as vocalizações começam a ser dirigidas aos outros. Os bebês assumem o controle de início, manutenção, término e evitação do contato visual nas atividades sociais, que promovem o desenvolvimento do sentido de competência e de controle voluntário do bebê. Estes dois elementos são essenciais para o desenvolvimento da autonomia do bebê.

    Os benefícios do leite materno e do ato de amamentar, para o bebê, são comprovadamente indiscutíveis. Seria quase redundante relembrar seu inquestionável valor nutricional para o bebê, mas pouco se fala sobre a mulher diante da função de amamentar. As mães que conquistam a amamentação bem-sucedida descrevem-na como um ícone do vínculo estabelecido na primeira fase de vida de seus filhos. Mas o ato de amamentar, associado a uma atividade natural, atribuída ao instinto materno e comparada ao comportamento animal, muitas vezes não tem nada de simples. Quem já passou pela experiência sabe que é um grande desafio para a mulher que dá a luz, uma conquista das mais sofisticadas para o psiquismo feminino. Lembro-me de minha própria experiencia: os mamilos rachados, o"leite empedrado", o cansaço...

    Esta constatação não deve assustar mulheres que pretendem amamentar e pode ser um alívio para as que atribuem os entraves próprios da amamentação à falta de habilidade e competência pessoal.

    Inicialmente a mãe e o bebê devem criar uma relação de conhecimento mútuo e ele pode ser representado na amamentação. A sensação de desconforto e ameaça que a fome desperta no bebê pode levá-lo ao desespero. Para a mãe, que se identifica com as emoções do filho, são momentos igualmente dolorosos.

    Amamentar demanda dedicação, empenho e gera cansaço, por isso muitas vezes são necessárias estratégias de auxílio nesta fase. O bebê mama em curtos espaços de tempo e não é possível delegar a função, pois o vínculo é tão importante quanto o leite. Nos intervalos, o sono é vital, mas a mãe também precisa de outras atividades para espairecer, pois muitas vezes, uma carreira dinâmica e produtiva é pausada pela chegada do bebe e o fato de ficar em casa todo o tempo na rotina com o bebê pode tornar a amamentação uma tarefa cansativa e enfadonha. Para tanto é fundamental que tenha o suporte e compreensão de toda a família para que esse se torne um momento de aprendizado e de desfazer-se dos medos e das fantasias que fazem parte desse processo.

    A oralidade é um prazer fundamental da vida humana que nos acompanha por toda a vida. Já percebeu que tudo o que fazemos na vida adulta precisa ser recheado de prazer oral? Raramente vemos um nascimento, um casamento, uma formatura, um negócio bem feito, sem uma boa come-moração... Uma visita sem pelo menos um cafezinho fica tão sem graça, sem falar nos grandes jantares românticos, que numa esfera de conquista e sedução, são minuciosamente pensados e elaborados e celebrados pelos apaixonados.

    Comida e afetividade estão mais que diretamente ligados. É por isso que é tão difícil fazer dieta ...

    O Leite

    O leite é o alimento natural com a maior concentração de Cálcio - mineral essencial para a formação e a manutenção da integridade dos ossos, o que acontece da gestação até cerca dos 25 anos. Depois disso, o Cálcio é necessário para manter a integridade dos ossos. O Cálcio do leite, em função de sua forma química e da presença da lactose, é mais facilmente absorvido pelo organismo do que o presente em outros alimentos.

    O leite integral é um bom fornecedor de energia para as atividades do dia-a-dia (por isso é ideal para as crianças) e tem boa quantidade de vitamina A, que ajuda no crescimento das crianças e melhora as suas defesas contra as doenças infecciosas. Além da vitamina A, o leite também tem significativa quantidade de vitamina B1, importante na produção da energia de que o corpo precisa, e de vitamina B2, reguladora da utilização de proteínas, gorduras e açúcares. As proteínas do leite são completas, propiciando a formação e a manutenção dos tecidos do organismo.


    Além do Cálcio, o leite também contém boa quantidade de Fósforo, que ajuda na formação dos ossos. Além disso, 2 copos diários de leite atendem a quase toda a necessidade de Manganês, nutriente importante no aproveitamento das gorduras e no funcionamento do cérebro. Além disso, o leite possui Niacina que mantém o funcionamento normal das enzimas e ajuda o organismo a processar açúcares e ácidos graxos. É importante também para o desenvolvimento do sistema nervoso; A Riboflavina é outro componente do leite que ajuda a produzir energia nas células do organismo e exerce papel vital no desenvolvimento do sistema nervoso.

    Alimentos x Humor:

    Uma bela noite de sono: Sim, beber um copo de leite morno 15 minutos antes de ir para a cama pode ser um eficiente remédio para garantir uma boa noite de sono. O leite morno provoca uma agradável sensação de relaxamento e conforto. A justificativa para isso está em uma substância indutora do sono, chamada triptofano, presente no leite. Esse aminoácido aumenta a quantidade de serotonina no cérebro, um neurotransmissor bastante importante no processo do desencadeamento do sono. Não é à toa que os bebês mamam e depois dormem profundamente. E por que o leite deve ser morno? Ao serem aquecidos, os aminoácidos são mais facilmente assimilados e absorvidos pelo organismo.

    Certas estavam as nossas mães...

    Receitinha: pra fazer, degustar e compartilhar:

    Tenho um carinho especial pela receita que vou compartilhar com vocês. Foi o primeiro bolo que minha filha Maressa, nos seus 12 anos, preparou quando eu estava operada. Ficou maravilhoso e as visitas mal acreditavam que aquele bolo tinha sido feito por aquela pequena. De mim, Maressa herdou o gosto pela cozinha, mas hoje só prepara este bolo para o seu querido Neizinho (noivo).

    Bolo Gelado

    (carinhosamente apelidado por minhas filhas de “bolo molhadinho”) http://tudogostoso.uol.com.br/imagens/v3/b.gif

    Ingredientes:

    4 ovos

    8 colheres de açúcar

    8 colheres de farinha de trigo

    8 colheres de água

    1 colher de sopa de fermento em pó

    Para a cobertura:

    1 garrafa pequena de leite de coco

    1 garrafa de leite ( utilize a mesma garrafa do leite de coco como medida)

    1 lata de leite condensado

    1 pacote de coco ralado sem açúcar

    Preparo:

    1. Numa batedeira, bata os ovos e água e o açúcar até que fique uma mistura bem fofa e aerada (aproximadamente 10 minutos)

    1. Com a batedeira desligada, acrescente a farinha aos poucos, juntamente com o fermento, misturando em movimentos envolventes
    2. Despeje a massa numa forma média, untada e enfarinhada
    3. Asse em forno pré-aquecido em temperatura média por aproximadamente 30 minutos ou até dourar

    Cobertura:

    1. No liquidificador, misture o leite de coco, o leite e o leite condensado
    2. Assim que o bolo tiver assado, e enquanto ainda estiver quente, fure toda a sua superfície com um garfo e despeje a cobertura sobre ele
    3. Cubra com o coco ralado
    4. Leve à geladeira por aproximadamente 3 horas
    5. Corte o bolo em quadradinhos do tamanho que preferir e embrulhe com papel alumínio
    6. Conserve na geladeira
    7. Se o leite tiver fresquinho o bolo pode durar até 1 semana, isso se não acabarem com ele bem antes

    Alimento para a alma:

    “Felizes as pessoas que têm fome e sede de fazer a vontade de Deus, pois ele as deixará completamente satisfeitas.Mateus 5:6 (Bíblia na linguagem de hoje)

    Sobre mim e sobre o blog


    Olá, meu nome é Roseli, sou formada em Psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e amante da boa mesa. Resolvi juntar minha curiosidade científica com a paixão pela gastronomia. Após essa salada de saberes e sabores, temperada com um pouco bom humor, o prato principal deste blog é a busca de toda emoção que se pode compartilhar com o que e com quem mais se ama. De sobremesa, as mais doces palavras para a alma.
    Sirvam-se!